quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Devil Girl.


Estávamos os dois deitados em cima da cama dele a visualizar uma página de humor quando eu me deparo com esta frase: 

"Nenhuma mulher é santa, se ela não faz... Imagina!"

(Rio-me)

Eu: Olha, lê isto...

(Ele lê)

Ele: Aqui está uma coisa que nunca poderia ser dita em relação a ti...
Eu: Porquê? Estás a dizer que eu sou uma santinha?

(Ele ri-se descontroladamente)

Ele: Tu? Tu achas-te uma santinha? Tu imaginas, contas e fazes... Tu não és uma santinha, tu és demoníaca!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Anita aprende a nadar

De todos os livros da Anita este continua a ser o meu favorito.

A colecção continua organizada no meu sótão para, quem sabe, um dia mais tarde alguém descobrir e se deliciar com as histórias da Anita.

Das Recepções ao Caloiro e Semanas Académicas...


Sempre fui uma "party girl". Sempre gostei muito da noite, talvez até demais. Não resisto a uma festa, nunca digo que não a uma noitada ou a uma noite de copos. Em época de Recepção ao Caloiro e Semana Académica o meu lado "party animal" vinha ao de cima com muita mais facilidade, originando algumas histórias memoráveis e outras tantas que me fazem sentir vontade de tapar a cara com a vergonha. 
Eu caí trajada no meio da estrada no regresso a casa, depois de uma longa noite, e não me consegui levantar com o riso, o meu namorado tentou ajudar-me mas acabou por cair em cima de mim; Nós apanhamos o autocarro errado no final da noite, sem nos apercebermos, sentamos-nos e como o cansaço já era muito acabamos por adormecer, quando acordamos olhamos em volta e não reconhecemos a paisagem, o meu namorado perguntou ao segurança se estávamos no sítio X e ele disse que estávamos no sítio Y que tínhamos apanhado o autocarro errado, ao que o meu namorado respondeu prontamente "O quê? Mas eu é que bebo e você é que está bêbedo?"; Eu obriguei um caloiro que eu não conhecia de lado nenhum (e do qual ainda hoje não me recordo da cara) a ajoelhar-se aos meus pés e a ir a um bar buscar-me bebidas; Eu adormeci em paragens do autocarro, em bancos do jardim e em vãos de escada; Eu apanhei banhos de litradas de cerveja no final da noite; Eu fazia barulho e gritava como uma louca no caminho para casa; Nós escondíamos carrinhos do lixo, mudávamos contentores de lugar e "roubávamos" todos os objectos estranhos que nos apareciam pela frente; Eu não conseguia dormir com a excitação e a adrenalina depois de uma grande noite e isso irritava o meu namorado que para adormecer em paz tinha de tapar a cabeça com a almofada...

Para colmatar e para acabar com todo este saudosismo, peço desculpa a todas as pessoas que eu atormentei durante tantas semanas académicas e do caloiro... Eu sou boa pessoa, sóbria principalmente.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A (re)ver!



Ainda se lembram?

A (re)ver no novo canal da MEO, TVI ficção (posição 11).

Happy End!


Eu devo ser a única pessoa à face da terra que quando está a ver um filme extremamente romântico passa o tempo todo a desejar que não termine com o típico final feliz. Mas quando a história não termina bem e o dito final feliz não chega fico toda revoltada.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

When I was a little girl...


As minhas brincadeiras favoritas eram jogar ao elástico, saltar à corda, jogar futebol, jogar Super Mário na Nintendo, saltar à macaca, jogar Gameboy, fazer Playmobil e Legos.

O corredor da vergonha!


O J. é moreno e de olhos azuis, é alto e tem um corpo atlético. O J. provoca suspiros em todas as mulheres, sabe disso e aproveita-se. O J. é um dos meus melhores amigos, vivemos juntos na universidade. Era o solteiro lá de casa (por opção, como ele frisava).
127, foi o número total de raparigas a cair na "canção do bandido" deste pseudo-D. Juan, durante os 3 anos em que partilhamos a mesma casa. 127, tracinhos na cartolina pendurada atrás da porta do quarto do J.,nem mais nem menos. Foram 127 as meninas a percorrer o corredor da vergonha, 127 a dirigir-se de mansinho do quarto do J. para a porta de saída (o J. era daqueles que acontecesse o que acontecesse nunca dormia fora de casa, se queriam estar com ele era na casa dele, não estava para se deslocar e arriscar, elas se queriam que viessem ter com ele... E elas iam), muitas foram as que apanhamos a tentar sair sem serem notadas, muitas vezes a meio da noite cruzávamos-nos no corredor de casa com caras desconhecidas e lançávamos um olhar inquisidor de "Quem és tu forasteira?", outras vezes apanhávamos umas bem mais conhecidas e não controlávamos o riso... Era mais uma apanhada na rede.
O quarto do J. era a sua zona de caça, ele era o caçador e as raparigas as suas prezas. Nunca caçava a mesma rapariga, gostava de variedade e não queria correr o risco de as ver prenderem-se a ele, nunca prolongava o contacto, não queria números de telemóvel e muito menos as adicionava no facebook.
Sempre que o J. estava com alguém no quarto fazia questão de ter música, fosse a hora que fosse. As meninas achavam a ideia muito romântica, mas  de romântico aquilo não tinha nada. A música não passava de um código entre o J. e nós, os restantes habitantes da casa. Sempre que no ar se fazia ouvir esta música :


Nós sabíamos que o J. nos estava a enviar um pedido de socorro, que a seduzida tinha ficado muito aquém das suas expectativas e que ele não estava a retirar satisfação nenhuma daquela situação. Dotados de toda a nossa perspicácia inventámos mil e uma situações de resgate, nunca deixamos o J. ficar mal, nunca lhe falhamos.
Muitas vezes perguntei ao J. se não se sentia mal por tratar assim as mulheres, a resposta era sempre a mesma: "Sou eu que as trato mal ou são elas que não se respeitam a elas próprias?". A verdade é que ele tinha e tem razão, nunca as iludiu, elas sabiam que com ele não iam ter mais que uma noite (com um pouco de sorte a noite completa), sabiam que ele era sacana, que tinha uma cartolina onde apontava o número de raparigas que "comia", sabiam que ele contava tudo o que se passava naquele quarto aos amigos (mas quando eu digo tudo, é mesmo tudo... Ouvi cada história), sabiam que ele pontuava de 0 a 10 as raparigas com quem estava, ele deixava-as sozinhas no quarto, vinha ter connosco, fumava um cigarrinho, conversávamos um pouco e quando lhe apetecia voltava para o quarto e para a sua preza e mesmo assim achavam-se as maiores por serem um tracinho na cartolina dele.
O J. dizia constantemente "Se um dia alguma rapariga me desmarcar, me disser que não quer nada comigo, se resistir à minha primeira tentativa de sedução... Essa rapariga vai ser minha namorada, vou conquistá-la custe o que custar!"... O J. continua solteiro e ao que parece irresistível.